EFT – mais do que uma terapia tradicional

A EFT, como técnica dentro do campo da Psicologia Energética, vai bem mais além do que as terapias tradicionais, muitas delas baseadas apenas na conversa. Com palavras e a conscientização racional dos sentimentos e traumas, é possível ter uma grande melhora. Mas, e se adicionássemos a esse processo as leves batidas em certos pontos energéticos (pontos da acupuntura)? Esse é o diferencial das terapias da psicologia energética, a EFT entre elas.

A EFT é um conjunto de técnicas que integram a psicoterapia, coaching e estímulos energéticos, trabalhando o corpo e a mente em conjunto. Ela é capaz de liberar o trauma e todas as recordações traumáticas que estão congeladas em nosso inconsciente e que influenciam nossa maneira de ver o mundo, e o que falar de desfrutar da vida.

Ocorre então uma transformação, acabando com a corrente negativa de comportamentos errados, problemas e maus pensamentos. Mais do que isso, a EFT faz com que o processo seja simples e “sem dor”, no sentido que não é necessário reviver o trauma, pois sem muito esforço pode-se liberar e, o mais importante, a mudança de comportamento persiste depois, sem necessidade de continuar qualquer tratamento. A transformação é imediata para questões específicas e, uma vez liberada, a crença não perturba mais. Outro aspecto a ser considerado é que a EFT é uma ferramenta que está sempre disponível, para ser utilizada quando surge uma situação de desconforto, até mesmo sem a ajuda de um terapeuta.

Um aspecto interessante da EFT, diferentemente de tantas terapias, é que ela não objetiva um diagnóstico. Você não precisa saber exatamente o que tem para conseguir a cura. Ao contrário, dentro da EFT você deve, sim, fazer um trabalho investigativo, mas para abrir portas das possibilidades. Se encontra algo lá dentro, começa a limpeza energética. Se não encontra nada, fecha a porta e abre a seguinte. Por ser uma técnica simples, a EFT é capaz de limpar o trauma ou o bloqueio, sem que seja necessário caracterizar o problema. O importante é que, com isso, você chega a se auto conhecer.

Mesmo em uma sessão de terapia com a EFT, o terapeuta não vai dar conselhos. Ele vai apenas facilitar o paciente a se conhecer e botar para fora a solução que já existe dentro dele mesmo. No caso de uma auto aplicação, ocorre o mesmo.

Outro ponto importante, também, é não criar expectativas. Muitas vezes você pode criar um quadro de ansiedade só por esperar que a técnica vá lhe trazer a cura. Isso é contra producente. Não dependa das soluções. Deixe que elas brotem naturalmente de você, à medida que você for reconquistando o equilíbrio energético.

Que fique claro o objetivo: aonde você quer chegar? Mas como isso irá acontecer ou como será possível romper as barreiras não devem ser preocupações a mais. É a entrega (você se entrega ao Universo) e o desapego ao resultado (deixar-se levar). Por isso que, na EFT, o lema principal é: Mesmo que eu tenha esse problema (ou mesmo que eu seja assim, ou mesmo que tenham feito isso comigo…), eu ainda assim me aceito como eu sou (me valorizo como eu sou).

Esse sentimento de abnegação é essencial para o resultado do processo. Por quê? Simplesmente porque dessa maneira vai-se em favor da correnteza e não se cria resistência. É o princípio da homeopatia: reconhecer o problema e deixar a cura vir de dentro para fora.

Pode-se perceber o efeito eficaz da EFT em questões pontuais. Por exemplo, você pode ter uma dor de cabeça ou pode estar sentido(a) com a atitude de alguém. Isso é mensurável e, de modo geral, facilmente dissolvido com a aplicação da EFT. No entanto, para questões mais crônicas, ou complexas, faz-se necessário uma abordagem de vários ângulos. Por exemplo, você pode se queixar de problemas de relacionamento ou de falta de dinheiro. Isso é difícil mensurar. Que nota você daria para o seu problema de falta de dinheiro? Lógico, você poderia responder que tem nota dez, uma vez que sua conta bancária está no negativo. Mas isso não diz muita coisa. Problemas crônicos assim são reflexos de um comportamento vicioso, criado por crenças e traumas do passado.

A EFT também é muito eficaz para esses problemas crônicos, mas faz-se necessário um trabalho mais profundo. Eu recebo inúmeras cartas de pessoas me perguntando se a EFT pode resolver seus problemas. Grande parte tem a esperança que tudo possa ser resolvido como um passe de mágica, esperando que a cura venha de fora para dentro. Soa engraçado, mas já houve gente me perguntando se com a EFT é possível trazer de volta o amor perdido, em sete dias, ou então se com a EFT pode-se acabar com a barriga.

Em tese, lógico que é possível. Mas é uma questão de vibração e não de um passe mágico. Por exemplo, uma barriga maior do que o aceitável surgiu provavelmente por um estilo de vida não muito saudável e sedentário. A EFT pode muito bem ajudar a criar o estímulo necessário para acabar com isso, e consequentemente a barriga tende a diminuir. Mas não é só por falar a frase: “Mesmo que eu tenha essa barriga toda, eu me amo e me aceito” que você vai resolver o problema.

Para essas questões crônicas é necessário limpar os bloqueios passados e então poder começar a vibrar o que se quer. Por isso, a EFT vai no negativo, tirando a sujeira das crenças, traumas e medos, até começar a vibrar uma vida de prosperidade e ver realmente o que se quer na vida.

De um modo geral, é sempre mais fácil trabalhar esses problemas mais arraigados com a ajuda de alguém de fora. Daí o terapeuta como facilitador. Mas, mesmo que você se empenhe nesse trabalho sozinho(a), eu sugiro prestar atenção em três áreas.

Digamos que você esteja descontente da vida, o que é uma questão ampla demais. Como você poderá esmiuçar a questão?

Diga em voz alta: “Só de pensar nos problemas de minha vida…” e note a reação:

Na área física e sintomática –  Por exemplo, você poderia terminar a frase com “…me dá um nó na garganta.” Esse “nó na garganta” nada mais é do que um sintoma da emoção. Avalie de 0 a 10 o quão grande esse nó é, e faça a EFT para o nó, até ele sumir.

Na área dos sentimentos e emoções – Por exemplo, você poderia terminar a frase dizendo: “…eu sinto uma tristeza profunda.” Avalie então, de 0 a 10, o quão profunda é essa tristeza, e faça a EFT para essa profundidade (e não para a tristeza em si), até ela desaparecer.

Na área das memórias traumáticas – Por exemplo, você poderia dizer: “…eu me lembro daquela vez em que…” Ou seja, algum evento traumático influencia até hoje seu modo de ver a vida. Portanto, é necessário fazer a EFT para esse acontecimento. Note que, caso o trauma seja muito forte, é melhor buscar a ajuda de um terapeuta.

Quero deixar claro que é perfeitamente plausível resolver os problemas, por mais crônicos que sejam, com a EFT, mesmo apenas com a auto aplicação. No entanto, sempre vamos esbarrar com uma grande questão: o medo!

Todos os nossos problemas estão baseados no medo. Ou seja, se o problema existe, é porque o inconsciente achou por bem mantê-lo ali para nos proteger de algo. Em outras palavras, parece até incongruente, mas o problema existe para o nosso próprio bem. Antes de vê-lo como inimigo, acatamo-lo como algo que nos foi benéfico em certos momentos da vida e que agora não o precisamos mais.

Trabalhar em cura quer dizer mudar a identidade: de alguém com problema para alguém vencedor. E é lógico que isso requer certa dose de coragem, para sair da zona de conforto. O patinho feio tem que se transformar, para se tornar o cisne que ele realmente é. Mas isso é um processo natural.

Quero terminar agradecendo a todos que se empenham em criar essa transformação pessoal e que não se intimidam em se descobrirem grandes e belos cisnes. E, como grande apoio e consolo, posso dizer que pode parecer, em certos momentos, que você esteja fazendo a EFT e não esteja saindo do lugar, de que nada mudou até agora (“a barriga ainda não diminuiu…”). Mas se, depois de algum tempo fazendo a EFT regularmente, você olhar para trás, verá que já percorreu um grande caminho. Um caminho onde não tem um ponto de chegada, mas que temos que trilhá-lo pois vale a pena ser percorrido.

 

 

SE QUISEREM, OLHEM ESSE VÍDEO COM ALGUMAS INSTRUCOES DE COMO ENCARAR ESSE MEDO DA MUDANÇA

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